Fundada em fevereiro de 1996, a banda francesa Dark Sanctuary já trazia uma proposta musical interessante: a combinação de elementos folk (folclórico), medieval e neoclássico. Porém, em sua formação inicial contava apenas com Arkdae (teclados) e Marquise Ermia (vocais).

Foi com esta formação que o Dark Sanctuary produziu seu primeiro trabalho. O mini CD intitulado Funeral Cry, gravado no "Music Live Studio", continha apenas uma faixa de quase 20 minutos de duração, foi lançado em 1997 com uma tiragem de 500 cópias. No ano seguinte, Arkdae e Marquise convidaram outros músicos a participarem da banda. Deste modo, Hylgaryss (teclado), Sombre Cÿr (percussão) e Eliane (violino) passaram a integrar o Dark Sanctuary. Em seguida, em julho, com esta formação, a banda iniciou as gravações do segundo trabalho. Em setembro fez sua primeira apresentação em público.

O álbum Royaume Mélancolique foi lançado em abril de 1999 e traz nove faixas que deixam claro a proposta do Dark Sanctuary. A última música, Anathème, tem mais de 13 minutos de duração e é um dos destaques, juntamente com Valley of the Pain e L’ombre Triste. Nesta mesma época, a faixa L'autre monde integra a coletânea Metal Explosion Vol. 12.

Em novembro de 1999, a banda assinou contrato com a gravadora "Wounded Love Records" e uma nova violinista, Marguerite, passou a compor a formação. Em março do ano seguinte, deu início às gravações do novo álbum. De Lumière et d'Obscurité foi lançado em novembro. Entre as treze faixas que o compõem, destaca-se Rêve Mortuaire, uma "canção de ninar" com um refrão repetitivo, suave e hipnótico; além da releitura de Summoning of the Muse, um "mantra" gravado originalmente pelo Dead Can Dance.

Infelizmente após o término das gravações, Marquise Ermia, uma das fundadoras do Dark Sanctuary, abandonou a banda para dedicar-se aos estudos. Para substituí-la, a cantora Dame Pandora foi convidada. Ainda em 2000, a coletânea D-Side sampler N°1 traz a música Cet enfer au paradis, lançada originalmente em De Lumière et d'Obscurité. Em fevereiro de 2001, é a faixa título do CD De Lumière et d'Obscurité que integra a coletânea Elegy sampler N°14.

O single Vie ephémère foi gravado em março de 2002, na Alemanha, e lançado em junho com uma tiragem de 1500 cópias. Além da faixa título, trazia também Seul, face au sinistre, com quase sete minutos e meio de duração. Enquanto isso, a música Assombrissement de l'âme é integrada à coletânea Elegy sampler N°24 e Vie éphémère compõe o CD D-Side sampler N°12.

Neste mesmo período o Dark Sanctuary grava, também na Alemanha, o álbum L'être las - L'envers du miroir; porém, foi lançado apenas em fevereiro de 2003. L'être las - L'envers du miroir é composto por 14 músicas, incluindo Vie ephémère do single anterior, e foi muito bem recebido pela crítica na Alemanha e França, sendo o grande responsável pelo avanço que a banda conseguiu em sua popularidade.

Após duas apresentações na França, a banda retorna à Alemanha e produz, entre agosto e setembro de 2003, o single promocional La Clameur du Silence. Contendo somente uma música na versão Radio Edit. Este trabalho teve apenas 50 cópias para distribuição entre as rádios.

Paralelamente, ainda na Alemanha, no estúdio "Klangschmiede Studio E", estava sendo gravado o álbum Les Mémoires Blessées. Este CD traz em sua abertura a música do single anterior, La Clameur du Silence, seguida de mais doze canções cuidadosamente produzidas e arranjadas entre os vocais de Dame Pandora, teclados, violinos e percussão; sendo um dos trabalhos mais sofisticados e também um dos mais melancólicos realizados até aquele momento.

Les Mémoires Blessées foi lançado em fevereiro de 2004 e fortaleceu a trilha do Dark Sanctuary e do estilo musical que eles mesmos haviam criado.

Através deste disco, a banda foi convidada a participar do famoso festival "Gothik Treffen", em Leipzig, na Alemanha. Nos meses seguintes, a música La Clameur du Silence (Radio Edit) compõe a coletânea Elegy sampler N°32 e Présence é parte da trilha de D-Side sampler N°21. Entre maio, junho e julho, o Dark Sanctuary apresenta-se na Espanha, França e Alemanha.

Em junho de 2005 lança, pelo selo "Projekt" e apenas nos EUA, sua primeira compilação de sucessos: Thoughts: 9 years in the sanctuary, trazendo músicas como La chute de l'ange, L'ombre triste e Les larmes du méprisé. No mês seguinte, a banda retorna à Alemanha, ao estúdio "E-Klangschmiede", e grava simultaneamente dois álbuns: Exaudi Vocem Meam - Part 1 e Exaudi Vocem Meam - Part 2. Em setembro, participa da coletânea Summoning of the muse: a tribute to Dead Can Dance, ao lado de bandas como Stoa, Arcana, Black tape for a blue girl, Chandeen, entre outras.

Lançado em novembro do mesmo ano, Exaudi Vocem Meam - Part 1 é composto por onze faixas que deixam evidente o amadurecimento musical obtido ao longo dos anos. Neste trabalho, as músicas são mais extensas e trabalhadas em várias tonalidades e movimentos, dando a impressão de "várias músicas numa só". Destaque para as faixas Ouverture, Cristal e Memento Mei.

Em março de 2006, a banda anuncia em seu site oficial a inclusão do percussionista Alexis. A partir deste momento até outubro, o Dark Sanctuary excursiona pela Europa e faz apresentações na França, Holanda, Alemanha, Suíça e Espanha. No mês seguinte é lançado Exaudi Vocem Meam - Part 2, com onze músicas que dão continuidade à sofisticação e requinte do trabalho anterior.

Em 2007 a banda apresenta-se em várias turnês e festivais pela Europa. No ano seguinte já iniciam-se os preparativos para o próximo trabalho. No entanto, em novembro, a banda comunica em seu website o desligamento de Eliane e Marguerite por motivos não divulgados.

Em meados de 2009, é lançado oficialmente o novo trabalho com o título de Dark Sanctuary. O mais recente álbum da banda francesa foi gravado no próprio estúdio da banda e traz doze faixas com a mesma atmosfera melancólica e sombria que caracteriza o Dark Sanctuary. Os trabalhos gráficos foram elaborados pela ilustradora valenciana Victoria Francès.

Apesar de ser rotulada como "Dark Atmospheric", não é possível associar o Dark Sanctuary à apenas um estilo musical. A diversidade de músicos e instrumentos podem atribuir várias faces a um mesmo trabalho e à totalidade da carreira; oscilando entre os timbres atmosféricos, passando pelo folk, medieval e neoclássico; além de letras compostas em francês e inglês. Por este motivo, pode-se esperar que os próximos discos tragam sonoridades diversificadas, mas sempre com o requinte e a doce melancolia que caracteriza seu trabalho ao longo destes anos.

 

Por Spectrum

 


 

 

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